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Em um ambiente de negócios cada vez mais globalizado, a contabilidade deixa de ser uma prática local. Agora, as empresas precisam apresentar demonstrações financeiras comparáveis, transparentes e alinhadas a padrões reconhecidos internacionalmente.
É nesse contexto que as normas de contabilidade internacional ganham relevância estratégica, influenciando decisões de investimento, governança e acesso a capital.
O principal responsável por esse movimento é o International Accounting Standards Board (também conhecido como IASB), um órgão independente que emite as IFRS (International Financial Reporting Standards), adotadas em mais de 140 países.
No Brasil, a convergência às normas internacionais começou formalmente em 2007, com a atualização da legislação societária e a atuação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que passou a associar as normas brasileiras às diretrizes do IASB.
Essa convergência elevou o nível exigido dos profissionais da área contábil e financeira. Afinal, mais do que cumprir obrigações legais, tornou-se essencial compreender a lógica por trás das normas internacionais, acompanhando suas atualizações e avaliando seus impactos práticos nas demonstrações financeiras e nas estratégias empresariais.
Mas, como fazer isso na prática?
O IASB é um órgão independente responsável pela emissão das IFRS (International Financial Reporting Standards), isto é, um conjunto de normas contábeis adotado em mais de 140 jurisdições ao redor do mundo, segundo dados da IFRS Foundation.
Criado em 2001, o IASB tem como missão desenvolver padrões contábeis, comparáveis e transparentes, promovendo consistência na elaboração de demonstrações financeiras e facilitando a análise de investidores, credores e demais stakeholders em escala global.
Suas decisões passam por processos formais de consulta pública, estudos técnicos e debates com reguladores, empresas e profissionais da contabilidade. O resultado são normas que impactam diretamente a mensuração e divulgação de ativos e passivos.
Desde 2007, com a Lei nº 11.638, o Brasil iniciou um processo de convergência às normas de contabilidade internacional. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) passou a emitir pronunciamentos técnicos alinhados às IFRS, posteriormente homologados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Banco Central e por demais reguladores.
Na prática, isso significa que as normas brasileiras incorporam as diretrizes do IASB, adaptando-as ao ambiente nacional. Deste modo, empresas de capital aberto, instituições financeiras e diversas organizações de grande porte seguem integralmente esses padrões.
Além disso, essa convergência trouxe benefícios relevantes, como por exemplo:
As normas de contabilidade internacional estão em constante evolução.
O IASB, por exemplo, revisa periodicamente os padrões existentes e emite novas normas para responder às mudanças econômicas e às demandas do mercado.
Exemplos recentes incluem revisões em normas relacionadas a arrendamentos, reconhecimento de receita e instrumentos financeiros, que alteraram significativamente práticas contábeis, indicadores e até cláusulas contratuais atreladas a covenants. Para quem não sabe, os covenants são cláusulas previstas em contratos de crédito que estabelecem obrigações, limites e condições a serem cumpridos pelo incorporador durante todo o período do financiamento. Seu objetivo é reduzir o risco para os credores, assegurando que o empreendimento mantenha indicadores financeiros e operacionais dentro de parâmetros considerados adequados ao longo da vigência do contrato.

Para quem atua em controladoria, auditoria ou planejamento financeiro, não acompanhar essas mudanças pode gerar riscos, não conformidades e impactos reputacionais.
Além disso, os principais investidores institucionais consideram a qualidade das informações financeiras como critério essencial na análise de empresas. A aderência às normas internacionais tornou-se, portanto, um componente estratégico de governança.
Mas, a aplicação prática das IFRS exige julgamento profissional e capacidade de interpretação técnica. Muitos conceitos presentes nas normas emitidas pelo IASB, por exemplo, são baseados em princípios, e não em regras detalhadas. Isso demanda:
Ou seja, o desafio não é apenas conhecer a norma, mas compreender sua aplicabilidade.
Existem algumas práticas essenciais para se manter atualizado, como por exemplo:
O site da IFRS Foundation disponibiliza revisões e documentos de discussão emitidos pelo IASB. Acompanhar essas publicações permite antecipar as mudanças futuras.
Mas, além de monitorar os comunicados oficiais, participar de conferências, webinars e fóruns especializados também ajuda a interpretar os impactos práticos das novas normas.
Cursos de pós-graduação e MBAs com foco em IFRS oferecem aprofundamento técnico e uma visão integral e aplicada, conectando a teoria à realidade do mercado.
Vale ressaltar também que a aplicação das normas de contabilidade internacional não pode ser isolada da estratégia empresarial. Decisões contábeis influenciam valuation, distribuição de dividendos, planejamento tributário e indicadores de desempenho.
A convergência às normas internacionais elevou o padrão técnico exigido pelo mercado. O profissional contábil deixou de atuar apenas como registrador e passou a desempenhar um papel estratégico na geração de informação confiável para tomada de decisão.
A Trevisan, como escola de negócios do agora, entende que a formação em IFRS precisa ir além da teoria normativa. É necessário desenvolver uma capacidade analítica, além de visão sistêmica e compreensão do impacto das normas na governança corporativa.
Ao caminhar ao lado de quem busca evolução profissional, a Trevisan contribui para formar especialistas preparados para lidar com ambientes regulatórios complexos e dinâmicos.
Um exemplo disso é o nosso MBA em IFRS, um programa que prepara profissionais para atuar com segurança nas principais demandas do mercado, integrando teoria e prática.
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